ÁGUA EXPLOSIVA

15 anos atrás assisti uma palestra de um doutor em física, professor em uma universidade, falando sobre o conhecimento da humanidade e o desenvolvimento da tecnologia. Esse físico nos levou a uma viagem no tempo, para 1930. Cientistas haviam descoberto um disquete de computador. Mas nos tempos antigos não havia computador, então manusearam, viraram, analisaram com o que possuíam de tecnologia na época. E chegaram à conclusão de que era um artefato feito de plástico e metal, sem maior importância, pois por mais que tentassem descobrir o que continha, qual o seu segredo, nada foi revelado. Não havia ainda tecnologia suficiente para desvendar todas as possíveis informações nele armazenadas. Poderia conter informações preciosas para a humanidade, mas seria simplesmente desprezado. Poucos anos depois, com o desenvolvimento da tecnologia da computação, conseguiram ler as informações ali contidas, deixando o artefato de ser simplesmente plástico e metal. Assim é a tecnologia atual para analisarmos um frasco de medicamento homeopático. Vemos o vidro, o bulbo de plástico e água. Nada detectamos dentro da água.

E mesmo em nossos tempos alguns mistérios perduram, por exemplo, a água é formada por 2 gases: um explosivo e outro que aviva a chama. Combinados formam um líquido que não explode e muito menos aviva chamas. Pelo contrário, é usado para apagar chamas. “A fórmula H2O nada mais é que uma representação da substância. Devemos usá-la, mas tomando o cuidado de não confundir com a realidade da substância água, muito mais complexa e profunda do que aquilo que duas letras do alfabeto e um número permitem antever”. A gravidade sempre existiu, mas após Isaac Newton elaborar uma fórmula, a humanidade desenvolveu tecnologias fantásticas e hoje recebemos imagens de marte e de luas presentes no final do sistema solar. Negar as evidências da gravidade muito antes de Newton formular a respeito, não nos parece inteligente hoje em dia. O conhecimento da humanidade disponível hoje em dia não nos permite acessar a informação contida no “disquete” chamado frasco de homeopatia. Mas negar as evidências de que algo acontece, de que o que observamos, do que podemos fotografar, mensurar no laboratório, de que as mudanças ocorrem também não me parece muito inteligente. Conforme a lenda, Galileo Galilei afirmou, após ter sido obrigado a concordar que a terra estava imóvel no cento do universo “E, contudo, ela se move!”

Negar evidências não é inteligente, novas pesquisas físicas e biológicas para melhor compreender, é o caminho.

Atropa Belladonna (Beladona) Esta planta venenosa cresce por toda a Europa (HAYFIELD, 1999; SHEALY, 1999). Em italiano Belladonna significa “bela mulher”, pois as italianas a utilizam em gotas para os olhos, com o fim de dilatar a pupila e tornarem-se mais atraentes. Na medicina convencional, são utilizados alcalóides para tratar os espasmos e náuseas. O remédio homeopático se prepara com as folhas e flores frescas. (SHEALY, 1999; WALACH et al., 2001). Hahnemann a provou pela primeira vez em 1799. Foi uma 17 das primeiras substâncias usadas por Hanemann, que a utilizou para tratar febre escarlate (BELLAVITE et al., 2005). Alguns trabalhos usando diversas diluições de Atropa Belladona estão sendo demonstrados com efeitos interessantes. CRISTEA et al, 1997) por exemplo, mostrou que baixas e altas diluições de Belladona possuem efeito contrários em contrações do duodeno. Quando usadas Bell 1C e 5C, foi observado efeito inibidor espamolítico (atividade característica da atropina), no entanto Belladona 30C e 45C mostraram possuir efeito estimulante. E ainda as soluções não dinamizadas não mostraram nenhum efeito. Matéria médica: Exerce efeito sobre a circulação, tendo altíssima ação em todas as anginas, em hidrofobia, na gripe, em ciática, em reumatismo, em eripsela, meningite, nos delírios da febre. Para toda a classe de nervos com ataques e acessos (TOLEDO,1910)

There is controversy regarding the provision of homeopathy in state funded healthcare systems, as many claim that the principles on which homeopathy are based are ‘scientifically implausible’.2 Despite this, treatment by homeopaths and the provision of homeopathic medicines remain popular, and it is provided and/or subsidized and/or endorsed by a number of governments worldwide, including its provision in a number of publicly funded healthcare systems e.g. India which has an estimated 300,000 practitioners of homeopathy3 with homeopathy part of the Indian Ministry of Health,4France where 43.5% of the overall population of healthcare providers prescribe homeopathic medicines (mostly co-prescribed with allopathic medicines) and the UK where homeopathy has been provided by the NHS since its inception in 1948.